domingo, 10 de abril de 2016

O lado pré-histórico do WhatsApp

Em pleno 2016, discutir o lado bom e ruim da tecnologia é um clichê ultrapassado. Sabe-se, há tempos, que ela aproximou as pessoas que estão longe e há muito não se viam; trouxe também a instantaneidade para a nossa vida, pois com um clique ficamos sabendo, em tempo real, o que está acontecendo no mundo.
Aliás, com os celulares cada vez mais modernos que chegam ao mercado, passamos a ficar conectados quase que 24 horas por dia. Talvez aí esteja a parte mais preocupante do avanço tecnológico, onde muitas vezes deixamos de interagir pessoalmente, de dormir, de estudar e de fazer tantas outras atividades de lazer para ficar grudado na tela do telefone. Enfim...
Porém, é inegável que muitos aplicativos existentes nos nossos celulares são extremamente úteis. Como exemplo, podemos citar o WhatsApp, utilizado para troca de mensagens de texto, de voz e de imagens. Basta baixá-lo para interagir gratuitamente com seus contatos, onde quer que eles estejam, desde que, obviamente, exista uma conexão com a internet disponível.
Tal aplicativo revolucionou a comunicação entre as pessoas. Antes dele, eram utilizados apenas os SMS, que eram cobrados pelas operadoras. Tanto é que essas empresas chegaram a tentar barrar a disseminação do WhatsApp, temendo perderem receitas com sua expansão. Tudo em vão, pois ele se tornou a mais popular das ferramentas.
Um de seus recursos mais famosos são os emojis, aqueles desenhos ou caretas. Acontece que várias pessoas utilizam demasiadamente os emojis, em vez de escrever. E aí complica! Como entender o que elas querem dizer se não compreendo o significado da maioria daqueles caracteres? Geralmente eu fico perdido e sem saber o que responder, isso se é que a pessoa deseja realmente uma resposta minha.
Essa situação, cada vez mais corriqueira no mundo digital, me faz associar com o período paleolítico, a primeira e mais remota parte da Pré-História da humanidade. Naquele período de predomínio dos homens das cavernas, rústicos e arcaicos, que tinham como único objetivo a sobrevivência em um mundo até então inóspito, os desenhos nas rochas eram extremamente importantes. Chamados de pinturas rupestres, desempenhavam uma forma de comunicação e manifestação artística, numa época em que a fala articulada era inexistente.
A diferença é que os homens das cavernas entendiam aqueles desenhos, enquanto a maioria dos sapiens da atualidade não tem a mesma capacidade com os emojis do Whats. Talvez nem sempre a evolução seja para melhor! Talvez nosso objetivo continue sendo apenas sobreviver!

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