segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Meu galo de estimação

Voltar no tempo e recordar a infância sempre traz boas lembranças. É tanta nostalgia, tornando a saudade inevitável, saudade de uma época que não tinha toda essa tecnologia, mas éramos muito felizes. Dia desses, revirando um álbum de família, encontrei uma fotografia, que mesmo simples, tem muito valor. Trata-se do meu saudoso galo de estimação.
Sim, eu já tive um galo de estimação! Isso ocorreu a partir da virada do ano 2000 para 2001, quando eu tinha 12 anos, ou seja, lá se vão mais de 15 anos. Tudo começou em um domingo, quando fomos almoçar na casa de um amigo do meu pai. Ele criava algumas galinhas e no meio delas havia um jovem galo. Estávamos precisando de um novo reprodutor para o terreiro do meu avô, que morava ao lado da nossa casa e também tinha suas galinhas desde tempos imemoriais. Não tive dúvidas, sem fazer cerimônias perguntei ao amigo do meu pai se ele poderia me doar aquele o galo, o que foi prontamente aceito. Ali, naquele momento, iniciou-se uma grande amizade entre eu e o Marco, nome que escolhi para batizá-lo.
Porém ele, com suas penas negras como a noite, mescladas a algumas poucas avermelhadas, era diferente de todos os outros galos que eu já havia conhecido em minha vida. Criei-me brincando com as aves no terreiro do meu avô e nunca tinha visto algo parecido, portanto poderia falar com propriedade sobre o assunto. Marco era extremamente manso e dócil, a ponto de permitir que eu pegasse-o no colo, colocasse-o embaixo do braço e saísse a passear com ele pelo pátio. Também comia milho tranquilamente direto das minhas mãos, sem demonstrar qualquer tipo de receio. Sem contar que era tão bonito ouvi-lo cantar nas madrugadas!
Ele foi muito mais amigo do que qualquer um dos cachorros que tivemos. Porém, a adolescência foi aflorando e meu interesse pelo meu amigo diminuindo, afinal, havia coisas bem mais interessantes a descobrir. Não lembro qual foi exatamente o fim dele, mas creio que tenham torcido seu pescoço e feito risoto, afinal, de tempos em tempos era necessário trocar de reprodutor para não refinar a criação.
Mesmo assim, o Marco marcou minha vida e é uma boa lembrança que tenho do longínquo ano de 2001. Desculpe meu amigo, por não ter lhe valorizado tanto, na época! Fica aqui, com essa crônica, minha homenagem póstuma a você!

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