sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O amor só dura em liberdade!

Eu não quero ver suas conversas no whatsapp e muito menos saber com quem ela fala. Não me importo com as fotos que ela curte ou deixa de curtir no face, tampouco com as mensagens que ela possa receber pelo chat. Não quero fazer um perfil duplo! Eu quero que ela tenha momentos de diversão só com as suas amigas, para que possam falar de assuntos femininos. Não censuro sua roupa, a menos que seja vulgar, é claro! Não faço escândalos se a vejo conversando com outro homem.
Valorizo suas qualidades. Beleza, simpatia e inteligência são extremamente atraentes! Companheirismo então, nem se fala! Se ela está com você, deve ser porque gosta e lhe ame. Se você for carinhoso, atencioso, souber ouvir e respeitá-la, ela não vai sentir a mínima necessidade de procurar outra pessoa. Ela não é sua propriedade, afinal, ninguém é de ninguém. Ela está ali para lhe mostrar que a vida é mais legal quando compartilhada com alguém interessante!
Como já dizia o sábio Raul, “o amor só dura em liberdade, o ciúme é só vaidade”. Portanto, não alimente vaidades, que sempre acabam corrompendo tudo o que é bom! Não utilize-se do ciúme para compensar sua incapacidade de ser um bom companheiro! Deixe-a livre que ela sempre será sua, pelo simples fato de gostar de você!

domingo, 11 de outubro de 2015

Por que Direito?

Fazia tempo que desejava utilizar novamente este espaço para escrever algumas palavras, mas os compromissos do dia a dia não permitiam. Desde 28 de julho, data da última postagem, muitas mudanças ocorreram em minha vida, sendo a principal delas o ingresso no curso de Direito. Esse era um desejo antigo, mas que só agora foi possível realizá-lo.
Logo após concluir a minha licenciatura em História, em 2009, comecei a analisar a possibilidade de fazer outro curso superior. Angustiava-me a ideia de ter conhecimento apenas em uma área, ao mesmo tempo em que achava interessante poder atuar em outra que não fosse relacionada à educação. Letras, por ter muita facilidade em escrever; Jornalismo, por gostar de falar; Psicologia, por tentar sempre entender os outros e Direito, por gostar de decifrar leis e reunir todas as características dos outros três, eram as minhas opções.
Primeiramente descartei Letras, não queria cursar outra licenciatura; depois Jornalismo, pois não via um campo profissional muito amplo e tampouco eu chegaria até a Zero Hora ou a Globo. A decisão entre Psicologia e Direito foi mais difícil, as duas são áreas extremamente promissoras e com vastas opções de atuação, porém pesou a favor do Direito meu bom desempenho em legislação nos concursos públicos. Nesses certames eu percebi que tinha certa facilidade em assimilar leis e que talvez pudesse investir nessa área.
As perspectivas tornaram-se alvissareiras em 2013, quando fui nomeado no polêmico concurso do magistério do ano anterior e passei a dispor da segurança financeira de ser funcionário público. Mas com 40 horas de trabalho semanais não me sentia animado a sair da escola às 17h 30min e pegar o ônibus às 18h para ir até Santo Ângelo, algo tão comum quando eu cursei História. Na época da minha primeira graduação eu trabalhava apenas seis horas diárias, não levava serviço para a casa e a disposição de quem estava saindo da adolescência era muito maior.
Eu queria muito Direito, mas não tinha mais pique para viajar todo dia. A solução foi esperar o curso chegar a São Luiz Gonzaga, algo que era comentado desde 2011 e se concretizou apenas em meados de 2015. Não pensei duas vezes e me aventurei nesse novo desafio, quebrando paradigmas, afinal, são pouquíssimos os que fazem duas graduações.
Mas por que Direito? Vai cursar mesmo? Não gosta mais de dar aulas? Vai abandonar a escola? Vai conseguir conciliar tua profissão com a faculdade? Vai ter tempo de fazer o que gosta ou vai passar os dias só estudando? Essas foram só algumas das perguntas dirigidas a minha pessoa nos últimos meses, na maioria das vezes, em forma de espanto.
Mas também recebi mensagens de apoio de várias pessoas. Tu levas jeito! Já pensou o quanto teus conhecimentos de História podem ajudar na área jurídica? Tu falas e escreves bem, vai ter muito sucesso! Hoje te chamo de professor, amanhã de doutor! Que orgulho, professor! Vamos trabalhar juntos! Como é o curso de Direito, professor? Conta-me como está a faculdade, professor! Mas sem dúvidas, o mais emocionante foi a indagação angustiante de um grupo de alunos do 8º ano: “O senhor vai nos abandonar, professor?”. Respondi comovido, na certeza de que meu trabalho está sendo bem-feito: “Não, meus queridos!”.
Apesar de estar cursando Direito, eu gosto muito da minha profissão e enquanto eu for professor, tentarei desempenhar meu ofício sempre da melhor maneira possível. Acima de tudo, me divirto muito lecionando e procurando quebrar aquele clichê de que aulas de História são chatas e cheias de decorebas. Entretanto, somente os conhecimentos de História já não me serviam mais, enquanto ser humano eu precisava buscar novos saberes para minha realização pessoal. Quando terminei o Ensino Médio, em 2005, eu não sabia o que queria da vida e então fui fazer o que realmente gostava. Em nenhum momento arrependo-me dessa escolha, pois o curso de História oferece uma excelente base para o Direito.
Além de História e Direito se completarem, fazer uma segunda graduação tem muitas outras vantagens. Aquela pressão habitual do universo acadêmico não existe, pois você já tem um diploma superior e um emprego, e se porventura fracassar nessa segunda escolha, sua vida profissional já estará garantida. Concursos públicos também não assustam tanto, você já foi aprovado em um e sabe como eles funcionam. Sabe também que existirão disciplinas ao longo do curso em que não entenderá quase nada e seu objetivo consistirá apenas em ser aprovado. Sem falar naqueles professores “livros fechados”, cheios de conhecimento, mas não sabem transmiti-lo. E o tão temido Trabalho de Conclusão de Curso não assusta nada, tampouco a Metodologia Científica e as normas da ABNT.
Portanto, vale muito a pena investir em uma segunda graduação, principalmente aos 27 anos de idade, quando já se está mais maduro e experiente. Dominar duas áreas e poder atuar em ambas não tem preço!