domingo, 7 de junho de 2015

Quase que o despertador do meu celular estraga tudo!

Começava o ano letivo de 2015, lá no final de fevereiro. Eu precisava de uma melodia que me despertasse todas as manhãs, pontualmente às 6h 30 min. Buscava uma música boa, que me fizesse acordar animado para mais um dia de labuta. Então não pensei duas vezes. Programei o despertador do celular justamente com “Highway to hell”, do ACDC. Mais do que perfeito!
Acertei em cheio na minha escolha, pensava eu, todo orgulho, nos primeiros dias. Ser chamado para um novo dia com aquele solo de guitarra era inspirador, não tinha como não acordar feliz. Pulava da cama cantando, sem tempo de sentir sono ou preguiça!
Porém as semanas se sucederam e em vez de me acordar, “Highway to hell” passou, terrivelmente, a atrapalhar meu sono sagrado de todas as noites. Sua bela melodia tornou-se sinônimo de tortura e angústia, pois quando ela tocava, sabia que estava na hora de levantar. Não havia mais prazer nenhum ao ouvi-la! Era preciso fazer algo, eu não podia deixar que tão estimulante canção caísse na minha desgraça, ainda mais por um motivo fútil.
Eu gostava de “Highway to hell”, mas naquele momento não sabia mais se gostava mesmo. Como ela pudera ir do sucesso à decadência em tão pouco tempo? Será que meus gostos musicais tinham mudado tão repentinamente? Uma profunda crise de identidade tomou conta do meu ser. O que fazer agora?!
O caso ficou extremamente grave em uma certa manhã, quando o celular despertou às 6h 30 min. Ao escutar aquele perverso som, tive vontade de jogar o aparelho na parede, estraçalhá-lo para que ficasse em vários pedaços. Fui contido de minha ira ao lembrar que ainda faltavam oito prestações para terminar de pagá-lo, portanto seria uma imprudência fazer isso.
Alguns dias depois, conversando despretensiosamente com uma amiga, eis que ela comenta que nunca devemos colocar uma música da qual gostamos para nos despertar, porque infalivelmente passaremos a detestá-la. Será que estaria aí enigma? Fiz o teste, troquei a melodia para uma que me deixava indiferente e nunca mais tive dissabores ao acordar. Definitivamente, aquela conversa mudou a minha vida!
A mesma música sem graça anuncia um novo dia para mim desde metade de março. E continuo escutando quase que diariamente “Highway to hell”. E se ainda gosto dela é porque há alguns meses eu tomei uma atitude radical, mesmo que inconscientemente, para manter essa obra-prima do rock n’ roll na lista das minhas favoritas. Ainda bem que eu agi a tempo!

Um comentário:

  1. Highway to hell está entre as minhas prediletas.E nada de colocá-la no dispertador..rrrsss... e também na "chamada" do telefone!

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