terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

As cores da Pepsi

Logotipo da Pepsi adotado a partir de 1945
Mais um fato curioso que talvez poucos conheçam:
O símbolo da Pepsi, representado pelo globo, teve sua origem na década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, como uma forma de apoio e patriotismo. O refrigerante lançou na época uma nova tampa em edição especial, que trazia escrito o nome Pepsi-Cola em fonte curvilínea em cor vermelha, sobre um fundo vermelho, branco e azul (cores da bandeira dos Estados Unidos), numa representação ondulada.
Após o final da guerra, em 1945, o logotipo foi oficializado para os produtos da empresa.
Logos da Pepsi antes da Segunda Guerra Mundial

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A seleção de um país que não existia

Repúblicas que formaram a Iugoslávia entre 1918 e 1991
Ao longo do tempo, vários fatos políticos acabaram por gerar situações inusitadas no mundo esportivo. Uma delas ocorreu durante a Copa do Mundo de 2006, quando a seleção da Sérvia e Montenegro representava uma nação que deixou de existir poucos dias antes do início do mundial.
Os sérvios-montenegrinos eram os herdeiros do que havia restado da antiga Iugoslávia. Esta foi formada após o final da Primeira Guerra Mundial, na região dos Bálcãs, sul da Europa, através da união de seis repúblicas diferentes: Sérvia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina, Croácia, Macedônia e Montenegro. Foi preciso muita habilidade política para manter unidas em um mesmo território etnias e religiões distintas. Grande parte desse sucesso foi responsabilidade de Tito, ex-guerrilheiro que liderou a resistência contra os nazistas e assumiu o poder após a destituição da monarquia, ao final da Segunda Guerra Mundial.
Até a morte de Tito, em 1980, a Iugoslávia viveu pacificada, sob um regime socialista, mas não alinhada à União Soviética. A partir do falecimento de seu líder, previa a constituição uma rotatividade no executivo, sendo que a cada dois anos um representante de uma das seis etnias assumiria a chefia do governo.
Porém, essa nova estrutura fracassou, pois a escolha do presidente sempre acabava desagradando alguém. Somou-se a isso o fim do socialismo no leste europeu e a desintegração da União Soviética para que a Iugoslávia começasse a ruir. Em 1991, Eslovênia, Croácia, Macedônia e Bósnia e Herzegovina declararam sua independência, sendo que na Bósnia estourou uma guerra civil motivada por questões políticas e religiosas.
Já as duas repúblicas restantes deram continuidade ao país até 2003, quando ele passou a se chamar Sérvia e Montenegro, afinal, nada mais justificava a nomenclatura Iugoslávia, pois ela representava a união desfeita doze anos antes. Mas a nova organização durou apenas três anos. Em 3 de junho de 2006, Montenegro declarou sua independência e dois dias depois, foi a vez da Sérvia fazer o mesmo. Sendo assim, quando estreou na Copa de 2006, no dia 11 de junho, a seleção da Sérvia e Montenegro representava um país que não existia mais.
Seleção da Sérvia e Montenegro na Copa de 2006