quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Lá vem o Uruguai, de novo!


Entre as surpresas que pintaram no mundial da África do Sul de 2010, a principal delas foi a presença do Uruguai no seleto grupo das quatro melhores seleções da Copa. A partir daquele momento a Celeste recuperou a velha garra charrua de quando era temida e respeitada mundialmente, desbancou os favoritos e chegou à semi-final, algo que não ocorria desde 1970. Já em 2011 a seleção uruguaia mostrou sua força novamente ao conquistar o título da Copa América, e no ano seguinte garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos, dos quais estava ausente havia 84 anos.
Por ter sangue uruguaio correndo nas veias, há anos aprecio o futebol do nosso vizinho sulista, que possui muita raça e garra, semelhante ao que é praticado no Rio Grande do Sul. Além do mais, sua camiseta azul celeste é uma das mais belas do mundo. Porém nos anos 80 o futebol do país entrou em decadência, com participações fracas em copas do mundo (e algumas ausências também), além de seus clubes, que desde 1988 não vencem uma Libertadores da América.
O Uruguai foi o responsável pela consolidação das seleções da América do Sul em âmbito internacional. Sagrou-se como o primeiro campeão do mundo em 1930 e repetiu o feito vinte anos depois. Antes disso, conquistou dois ouros olímpicos nos anos de 1924 e 1928, que somados às Copas do Mundo, caracterizaram a equipe como uma das maiores forças da primeira metade do século XX.
Enfim, nesse dia 20 de novembro, a Celeste finalmente carimbou seu passaporte para a Copa 2014. E como de costume, novamente por meio da repescagem internacional, mas desta vez sem aquela tradicional dramaticidade, já que a Jordânia, sua adversária, era muito inferior. Agora me sinto aliviado, porque uma Copa do Mundo sem o bi-campeão Uruguai é uma lástima, ainda mais sendo realizada no Brasil.
Reconheço que talvez seja difícil Forlán, Cavani, Suarez e companhia repetirem o ótimo desempenho de 2010, pois a seleção está envelhecida, afinal, não é nada fácil renová-la em um país com apenas 3,5 milhões de habitantes. Mas isso não quer dizer que ela não seja respeitada, pois pelos seus feitos nos últimos anos hoje se encontra no sexto lugar do ranking da FIFA, posição que a credenciou como uma das oito cabeças de chave do mundial.
É muito bom ver a seleção uruguaia mostrar a mesma força de outrora. Sem badalações e tampouco atletas considerados os melhores do mundo, mas com muita raça e garra, o Uruguai vem aí, de novo!

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