quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Os mais belos hinos nacionais

Hoje resolvi falar de algo bastante subjetivo, os hinos nacionais. E listo os mais belos, na minha modesta opinião:
França - Conhecido como "A Marselhesa", foi criado em 1792 e adotado como Hino Nacional três anos depois. Deve ter sido de arrepiar os revolucionários de Marselha adentrando Paris entoando esse cântico, durante a Revolução Francesa.

Itália - Mais conhecido por Fratelli d'Italia, era uma das canções mais cantadas pelos soldados durante as guerras da unificação italiana. Foi instituído como Hino Nacional em 1946, quando a república foi proclamada.

Alemanha - Conhecido como "Canção dos alemães", criado em 1848 durante as guerras de unificação da Alemanha, tornou-se o Hino Nacional a partir do final da Primeira Guerra Mundial.
 

Espanha - A Marcha Real Espanhola é um hino nacional peculiar, sendo apenas instrumental. Ao contrário do que muitos pensam, possui letra, mas ela foi suprimida ao final da ditadura Franquista. Sua composição é datada de 1761.
Versão com letra:

Versão sem letra (atual):

Uruguai - Tá, eu sou suspeito pra falar do Uruguai, mas com certeza é um dos hinos mais lindos da América. Criado em 1833, é o mais longo do mundo com aproximadamente seis minutos de duração.


Portugal - Conhecida como "A Portuguesa", composta em 1890, nasceu como uma canção patriótica em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas possessões na África. Foi adotada como hino nacional em 1910, quando da proclamação da República.

Holanda - O hino mais antigo do mundo é Wilhelmus, da Holanda, composto entre 1568 e 1572 em homenagem a William de Orange (mártir da independência holandesa) e usado ainda hoje como canção oficial do país. Mas, embora ele tenha sido cantado em cerimônias patrióticas oficiais desde o século 16, só foi oficializado como o hino nacional em 1932. 
Versão com letra e tradução

Versão instrumental

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A legalização da maconha no Uruguai

Um tema polêmico que não deixarei de abordar nas aulas de sociologia
Na semana passada o Uruguai sacudiu o mundo ao aprovar uma lei que libera a venda de maconha no país. Em uma votação apertada, por 50 contra 46, a Câmara dos Deputados de nosso vizinho platino aprovou o projeto, que agora vai para apreciação no Senado, onde nova vitória é garantida, pois os senadores pró-governo são maioria. 
Pela nova lei uruguaia, caberá ao Estado o controle da produção e distribuição da droga. Cada usuário deverá ser cadastrado e poderá adquirir mensalmente até 40 gramas do produto em farmácias. Além disso, qualquer cidadão poderá cultivar determinada quantidade da erva em seu próprio quintal, além da permissão para a formação de cooperativas de produtores. Vale lembrar que tal prerrogativa só valerá para uruguaios residentes no país e brasileiros que moram na fronteira não terão direito a esse benefício.
A decisão uruguaia é inédita, pois em nenhum outro país onde a maconha é liberada, o governo administra sua produção e circulação. Holanda, Espanha e alguns estados dos Estados Unidos permitem apenas a produção e o consumo em determinadas situações. 
Talvez a ideia do uruguaios seja baseada naquele velho ditado: "Se não puder vencer seu inimigo, alie-se a ele". Vendo que por mais que campanhas anti-drogas sejam realizadas e não surtam efeito, o governo de Montevidéu resolveu legalizar um mal que infelizmente já está enraizado na sociedade internacional. Com isso, os traficantes se tornarão empresários e pagarão impostos que trarão benefícios para os cofres públicos. O traficante que lida com drogas mais pesadas achará mais interessante atuar dentro da lei e se dedicará a comercialização da maconha, deixando de lado os entorpecentes mais pesados, que ficarão menos acessíveis aos consumidores e consequentemente os farão diminuir os níveis de dependência. Pelo menos imagino que os políticos uruguaios pensem dessa maneira.
O presidente uruguaio José Mujica já se manifestou dizendo que se a nova lei fracassar, deverá voltar atrás. Afirma ser uma experiência e que toda experiência apresenta riscos, mas que sem riscos não há uma melhora na sociedade.
Para um país menor do que o Rio Grande do Sul e com uma população de menos de 3,5 milhões de habitantes, a medida adotada parece ser interessante. Já para os padrões brasileiros, nem tanto, afinal, é muito mais fácil administrar uma casa pequena do que um país de dimensões continentais. Espanha e Holanda, que já são tolerantes com a maconha, também são pequenos, e nos Estados Unidos, cada estado possui sua própria legislação, características que facilitam a fiscalização e evitam abusos.

sábado, 3 de agosto de 2013

¿Como se llama?

O melhor diálogo da História não está nos livros:

Os colonizadores espanhóis chegam nos Andes, avistam um mamífero ruminante da família dos camelídeos e perguntam aos indígenas:
- ¿Como se llama?
Os indígenas, sem entender absolutamente nada, apenas exclamam a última palavra:
- Lhama?!
E o simpático animal passou a ser conhecido por lhama.