terça-feira, 23 de julho de 2013

O Papa não é pop

O Papa é pop?! Pode até ser, mas somente na famosa canção dos Engenheiros do Hawaii, sucesso no início da década de 90. Em pleno século XXI, a Igreja Católica continua retrógrada, não acompanha a evolução do mundo e ainda preserva princípios e características medievais. Dessa forma, alimenta dogmas que há muito tempo já foram aceitos pela sociedade moderna, tornando suas ideologias vãs para a maioria das pessoas.
Durante o medievo, ela consolidou-se como a instituição mais respeitada e poderosa do mundo. Era conhecida como Senhora Feudal, devido a posse de grandes áreas de terras, doadas por fiéis abastados, em troca do perdão dos pecados. Qualquer nobre teria um lugar garantido no céu, desde que cedesse um bom patrimônio à Igreja. Sua influência era tão grande, que os contratos entre suseranos e vassalos se realizavam através de juramentos perante a Bíblia.
Para legitimar o poder, pregava a existência de três divisões sociais: os nobres, nascidos para lutar; o clero, para rezar; os servos e camponeses, para trabalhar. Como era vontade divina, tal organização jamais poderia ser contestada, apenas respeitada. As riquezas adquiridas nesse período contribuíram para a construção das luxuosas instalações da Basílica de São Pedro, algo definitivamente desnecessário, fora dos princípios religiosos.
Paradoxalmente, a Igreja Católica difundia às classes menos favorecidas que somente os pobres chegariam ao “paraíso”. Para tanto, cobrava 10% de dízimo, chamado “Tostão de Pedro”, como forma de evitar acúmulo de capital, e consequentemente garantir a eles tranqüilidade após a morte. Com esses discursos, espalhava suas doutrinas pelos quatro cantos, afinal, todos temiam o inferno e queriam ser salvos de qualquer maneira.
Já na Idade Moderna, o rei estava centrado como o representante de Deus na Terra. Ninguém ousaria entrar em conflito com o ser superior, portanto, se submetiam aos desmandos reais, que tinham a Igreja como coadjuvante. Vale lembrar também que as expedições marítimas da época só aconteciam com autorização do Papa, fato pelo qual muitos Estados Nacionais seguidamente compravam o cargo, colocando algum aliado no posto. Tal negociata sempre foi comum na história dos líderes católicos, seguidamente envolvidos em assuntos de cunho político.
Porém, nos últimos séculos, a Igreja perdeu hegemonia. A partir do Iluminismo, que substituiu a fé pela razão e consolidou a ciência, a religião teve seu campo de atuação enxugado. Além do mais, a laicização do Estado foi fundamental para esse processo se concretizar.
Apesar das mudanças, a instituição continuou extremamente capitalista. Por isso, se mantém conservadora e irredutível em certos assuntos, como por exemplo, o uso de preservativos e o casamento de pessoas do mesmo sexo. É fácil entender o porquê dessas políticas.
A utilização da métodos contraceptivos irá reduzir a taxa de natalidade e como resultado, a arrecadação da Igreja, pois serão menos batizados. No futuro, os dízimos e matrimônios, que também são fontes bastante lucrativas, estarão comprometidos, podendo causar sua falência financeira. A diminuição populacional fará cair os seguidores do catolicismo e gerar sua decadência. Os mesmos efeitos valem para os casamentos homossexuais, que não vão gerar filhos, futuros contribuintes.
Enfim, se Francisco e seus sucessores quiserem aumentar o número de fiéis, precisarão repensar suas atitudes e acompanhar as mudanças sociais. Ameaças de arder no fogo do inferno, ou da inquisição, já deixaram de assustar e não convertem mais ninguém!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.