domingo, 29 de abril de 2012

Libertadores da América

Nesse post, futebol e História se misturam!
A principal competição de futebol da América recebe esse nome em homenagem aos homens que lideram os movimentos de independência dos países sul-americanos, e por isso ficaram conhecidos como Libertadores da América. Em outras palavras, eles libertaram a América colonial do domínio espanhol.
Os Libertadores da América do século XIX pertenciam à classe dos criollos, que reunia os descendentes de espanhóis nascidos na América. Estes, por sua vez, estavam cada vez mais descontentes com os desmandos dos chapetones, espanhóis designados pela Coroa para o controle da administração da colônia. Os criollos ocupavam o topo da pirâmide social local, mas na hierarquia colonial estavam abaixo dos chapetones.
Motivados pelos ideias da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa, esses criollos lideraram o processo de emancipação dos países sul-americanos. Tiveram ao seu favor também a crise pela qual a Espanha atravessava, em virtude das invasões napoleônicas, que abalaram com as estruturas econômicas e políticas do país.
Depois da independência e do fim das opressões dos chapetones, os criollos passaram a oprimir outras classes sociais também, mas isso é uma outra história.
Em 1960, a Confederação Sul-Americana de Futebol criou o campeonato sul-americano de clubes, o qual batizou de Libertadores da América, em homenagem aos homens citados acima. Os principais Libertadores da América foram: os venezuelanos Simón Bolívar e Antônio José de Sucre, o chileno Bernardo O' Higgins, o argentino José de San Martín, o uruguaio José Artigas e o boliviano Andrés de Santa Cruz.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Brasil antes de 1500: o Tratado de Tordesilhas

Durante o século XV, Portugal e Espanha, as maiores potências da época, desbravaram os oceanos em busca de expansão comercial. Com a tomada de Constantinopla pelos turcos, em 1453, a rota comercial terrestre entre a Europa Ocidental e a índia foi bloqueada. A partir disso, era necessário encontrar outro caminho para a busca das especiárias orientais.
Para isso, foi preciso se largar ao mar e desmistificar antigas lendas que afirmavam que monstros gigantes engoliam os marujos que se aventuravam pelas águas do Atlântico. Portugal então, passou a dominar a costa ocidental da África, fundando vários entrepostos comerciais no seu litoral. Assim, em 1498, o almirante português Vasco da Gama superou o Cabo da Boa Esperança, no sul do continente, e encontrou o caminho marítimo para as Índias. Dez anos antes, o também português Bartolomeu Dias foi o primeiro homem a contorná-lo.
A Espanha, por sua vez, precisou procurar um caminho alternativo para as Índias. Como o Atlântico Sul estava dominado pelos portugueses, resolveu seguir rumo ao poente, acreditando que conseguiria dar a volta ao mundo e chegar no Oriente. Tal ideia era difundida por Cristóvão Colombo, um italiano, que ofereceu seus serviços aos reis espanhóis, que sem muitas alternativas para concorrer com Portugal, acabaram aceitando.
O resto, todo mundo sabe: Colombo descobriu a América, mas morreu sem saber disso. Foi o navegador Américo Vespúcio, que posteriormente comprovou tratar-se de um novo continente.
A partir da descoberta, Portugal e Espanha travaram uma grande rivalidade pela disputa do Novo Mundo. Tanto é que precisou da intervenção do Papa Alexandre VI para resolver o imbróglio. Sim, naquele época, as questões territoriais eram resolvidas pelos religiosos, tamanho era o poder exercido pela Igreja Católica. 
Em 1493, Alexandre VI publicou uma Intercoetera (lê-se "Intercetera"), documento no qual estipulava a divisão das terras recém descobertas a partir de 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde. Portugal não aceitou tal acordo, pois a linha imaginária divisória passaria no meio do Oceano Atlântico. No ano seguinte, um novo acordo foi assinado entre Portugal e Espanha: o Tratado de Tordesilhas. Nele, as 100 léguas originais foram aumentadas para 370 léguas, o que foi aceito por ambas as coroas.
Enfim, o Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, ou seja, seis anos antes da "descoberta" do Brasil, evidencia claramente que os portugueses já sabiam da existência das terras brasileiras. E que o descobrimento não foi um mero acaso.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A América para os americanos!

O título da postagem refere-se a Doutrina Monroe, elaborada pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em 1823. Ela defendia o princípio da "América para os americanos", reconhecendo a independência e soberania dos países da América Latina. Além do mais, visava impedir a influência europeia na região, tornando assim os Estados Unidos o protetor de toda a América.
Analisando detalhadamente a frase, pode-se perceber quais eram os reais interesses da Doutrina Monroe. Americanos são todos aqueles que nascem nas Américas, mas o pessoal dos Estados Unidos costuma se denominar assim, como se fossem os donos de todo o continente. Para quais americanos seria a América, então?!
A Doutrina Monroe deve ser entendida, literalmente, como a "América para os estadunidenses". Sim, quem nasce nos Estados Unidos é estadunidense, e a tal doutrina defendia exclusivamente, ainda que de forma velada, os interesses dos Estados Unidos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Hitler faltou às aulas de História!

"Quem não conhece a história, está condenado a repeti-la!"

Que Hitler era um cara muito inteligente, ninguém pode negar! Baseado nas teorias eugenistas de Charles Darwin, ele transportou as ideias da seleção natural para os humanos, ao sistematizar o nazismo, o qual defendia a superioridade da raça ariana e o antissemitismo (perseguição aos judeus).
Mas Hitler não conhecia a História e cometeu o mesmo erro de Napoleão Bonaparte, ao invadir a Rússia (União Soviética, na época) no inverno, em 1941. Num primeiro momento, os comandados de Hitler lograram sucesso, porém logo começaram as nevascas. Desacostumados com o frio rigoroso e sem equipamentos adequados para enfrentá-lo, os militares alemães não demoraram para capitular, fazendo com que a União Soviética contra-atacasse e por fim, tomasse Berlim em 1945. 
Recusando aceitar a derrota, Hitler se suicidou e seu corpo foi cremado, pois não queria que seu cadáver fosse exposto como um prêmio pelos vencedores!
Em 1812, Napoleão também fracassou na sua tentativa de dominar a Rússia. Os russos utilizaram a técnica da "terra arrasada", a qual consistia em fugir e incendiar cidades e plantações para que o inimigo não encontrasse mantimentos. E a tática deu certo, pois quando as nevascas começaram, a fome tomou conta dos militares franceses, que, derrotados pelo clima hostil, empreenderam uma longa marcha de volta!
Sendo assim, o inverno russo pode ser considerado como uma boa estratégia militar.
E não façam como Hitler. Conheçam a História e a utilizem para o bem!


sábado, 7 de abril de 2012

A iniciação sexual na Grécia Antiga

Na Grécia Antiga, o culto ao corpo era extremamente difundido. Os homens procuravam manter um estereótipo musculoso, enquanto as mulheres abusavam de fragrâncias e óleos para satisfazer os maridos. Mas até o casal chegar nesse estágio, muitas coisas aconteciam.
Para gradar os parceiros, homens e mulheres aprendiam, desde cedo, como proceder na hora H. Por volta dos 10 anos de idade, eles começavam a receber aulas práticas sobre o assunto, para saber exatamente como agradar o cônjuge. Mas quem os ensinava?
Bom, os meninos eram entregues a um homem mais velho, chamado de pedagogo, o qual seria o responsável pela sua iniciação. Ele ensinaria tudo ao garoto, que quando casasse já saberia de cor e salteado o que fazer com a esposa. 
As meninas, por sua vez, eram exiladas na ilha de Lesbos, onde as lésbicas (moradoras de Lesbos), as iniciariam, da mesma forma que os pedagogos faziam com os garotos. Na noite de núpcias elas também saberiam direitinho como agradar seus maridos. 
Foi em Lesbos que surgiu o termo "lésbicas", para designar a relação entre duas mulheres. Até hoje, os habitantes da ilha tentam mudar o nome do lugar, mas ainda não obtiveram sucesso.
Dizem os estudiosos que essas práticas não podem ser consideradas homossexualismo, pois não havia afeto entre as partes envolvidas. Era apenas um processo técnico! Será?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Salve a seleção!

Não, não estou falando da seleção do Mano!

A seleção em questão é a da Copa do Mundo de 1970. Naquela época, o Brasil estava vivendo o período mais repressivo da ditadura militar, no governo do General Médici. O presidente, entusiasta do futebol, teve a ideia de lançar uma forte campanha nacionalista em cima da imagem da seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo do México. Enquanto o povo acompanhava com histeria a seleção, não percebia as torturas, perseguições e mortes cometidas pelo regime militar. E assim nascia a paixão enlouquecida do brasileiro pelo futebol, facilitada também pela popularização da televisão no final dos anos 60 e início dos anos 70.
Para completar a "festa", o Brasil acabou conquistando o tricampeonato mundial naquele ano. Mais um motivo para o presidente reforçar sua campanha nacionalista em cima do escrete verde e amarelo. No dia seguinte ao título, foi decretado ponto-facultativo no país. A partir daquele momento, torcer pela seleção virou sinônimo de patriotismo (o que não concordo), pois se o Brasil ia bem no futebol, também iria na política. O futebol havia se tornado uma máscara para os problemas do país, tanto é que no ano seguinte aconteceu a primeira edição do campeonato brasileiro de futebol.
Até hoje esta herança se encontra presente na nossa vida, pois em época de Copa do Mundo, saímos mais cedo do trabalho para ver os jogos da seleção brasileira, decoramos nossa casa, nossa escola e nossa rua de verde e amarelo. Algo que antes de 1970 não existia! 
E nos últimos tempos, só se fala na Copa 2014, mesmo com a possibilidade de os estádios não ficarem prontos até lá, bem como as obras de mobilidade urbana. Além do mais, melhoras na educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, etc, foram deixadas de lado para que se invista na Copa. Tem até estádio por aí que está sendo construído com dinheiro público. 1970 respingando até hoje, infelizmente!
Talvez esta tenha sido a jogada de marketing mais bem bolada da história do Brasil!

domingo, 1 de abril de 2012

Pulando a cerca desde a idade da pedra

Adultério, traição, relações extraconjugais. Coisas que ao longo da História, sempre existiram.


Ao analisar a vida privada, desde os primórdios, pode-se perceber que as relações interpessoais sempre foram bastante variadas. Coisas que hoje parecem imorais (se bem que poucos se preocupam com a moral atualmente) já foram corriqueiras em tempos passados. Vamos, então, aos fatos!
No paleolítico, as sociedades eram matriarcais. Sabia-se quem era a mãe do indivíduo, já o pai... Autoexplicativo, né? Era uma espécie de "ninguém é de ninguém". Pelo menos naquela época não existia o machismo.
Na Idade Média, as mulheres da nobreza não podiam sentir prazer. Era pecado, e quem demonstrasse qualquer excitação no leito conjugal, iria para o inferno, segundo as doutrinas da Igreja Católica da época. E como as mulheres queriam alcançar o céu, sua única função consistia na reprodução. Os homens, por sua vez, podiam buscar o deleite com as meretrizes, as criadas e qualquer outra moça proveniente das classes inferiores. Essas não queriam saber de céu... E tudo isso era aceito pelas mulheres legítimas, que obcecadas unicamente pela "salvação" da alma, não se interessavam por esses pequenos detalhes!
Já na religião islâmica, os homens podiam (e até hoje podem) ter várias mulheres, desde que pudessem sustentá-las. Pelo jeito, no mundo árabe, as senhoras não são ciumentas!
No Brasil Colônia, a situação era a mesma verificada na Idade Média. Só que por aqui, quem satisfazia os senhores de engenho eram as escravas, que pelo serviço, poderiam levar uma vida menos pesada em relação aos demais membros de seu grupo étnico.
Para concluir, é necessário citar os grupos indígenas que habitavam o Brasil no início de sua colonização. Eles tinham o "interessante" hábito de oferecer a mulher mais bonita da aldeia ao visitante, para que ele tivesse uma agradável noite. E o marido dela nem se importava com isso, achava a coisa mais normal do mundo. Os portugueses então, faziam a festa!
É importante destacar que esses relatos expõem visões culturais diferentes da nossa, mesmo que alguns de seus resquícios ainda estejam presentes na sociedade atual.
Ou será que não estão?!