sexta-feira, 30 de março de 2012

Anos 80: a década perdida!

Por que a década de 80 é considerada a "década perdida"?

Bom, muitos fatores contribuíram para que os anos 80 recebessem essa alcunha. 
O primeiro deles, sem dúvidas, foi o enfraquecimento da Guerra Fria. Na década de 80, a União Soviética já demonstrava sinais de esfacelamento, o qual se consolidou definitivamente em 1991. Na metade daquela década, o país realizou algumas reformas econômicas e empreendeu um abertura política, no intuito de adequar-se à economia de mercado. 
A partir disso, o temor de um conflito mundial, de proporções nucleares, entre Estados Unidos e a própria União Soviética, que esteve na iminência de acontecer desde os anos 50, foi enfraquecendo. E quando em 1989 veio abaixo o Muro de Berlim, símbolo material da Guerra Fria, o mundo finalmente estava a salvo.
O Brasil também sentiu os reflexos do enfraquecimento da Guerra Fria. A ditadura militar instalada no país desde 1964 deixou o poder. O povo organizou as manifestações das "Diretas Já", reivindicando eleições diretas para presidente, algo que não acontecia desde 1960. Porém o novo pleito só se realizou no ano de 1989, com a vitória de Fernando Collor de Melo. Tudo era novidade!
Ah, e sem contar a inflação astronômica que tomou conta do Brasil no governo Sarney. Os produtos sumiam das prateleiras, estocar alimentos era necessário, salários foram congelados, o Cruzeiro virou Cruzado e depois Cruzado Novo.
Além de tudo, a infância daquela época foi uma das melhores de todos os tempos, sem videogame, computador, celular, Facebook, Twitter, mas as crianças se divertiam mais que hoje, com brincadeiras saudáveis e interessantes. Pena que eu nasci no final da década perdida!
Aos nostálgicos de plantão, aquele abraço!

terça-feira, 27 de março de 2012

Isso é um comunismo!

Ao conversar com uma pessoa que já passou dos 50 anos de idade, você terá a oportunidade, mais cedo ou mais tarde, de escutar a célebre frase: "isso é um comunismo!". 
Me criei ouvindo minha avó falar isso. Quando eu aprontava alguma coisa, era chamado de "comunista". Hoje o Big Brother Brasil, os amassos da novela das nove, a defasagem do salário e tantas outras coisas são consideradas, por ela, um comunismo. Há uns dez anos, até o FHC era comunista. Pode isso? Na época eu não sabia o que o termo significava, mas tinha certeza que não se tratava de boa coisa.
Esse conceito de relacionar comunismo com algo que não prestava foi lapidado no imaginário das pessoas no auge da Guerra Fria (anos 50, 60 e 70), pois temia-se que o regime socialista da União Soviética se espalhasse pelo mundo. Era preciso assustar a sociedade, nem que para isso se fizesse necessário dizer que os comunistas comiam criancinhas. E o marketing foi tão bem feito que passou a designar fatos simples do cotidiano.
Certo dia, estava escutando um programa na rádio local, quando um senhor entrou ao vivo, por telefone, para reclamar das condições de certa estrada vicinal. O radialista perguntou ao ouvinte em que estado se encontrava a via e ele proferiu: "está um comunismo isso aqui!". 
O mais contraditório disso tudo é que o tal COMUNISMO  nunca existiu! O que se verificou durante a Guerra Fria foi o SOCIALISMO e não o comunismo. O socialismo seria a transição do capitalismo para o comunismo, transição essa que nunca ocorreu, pois a União Soviética se desintegrou antes!
No socialismo, os meios de produção pertenciam ao Estado (governo), já no comunismo, como o próprio nome diz, eles seriam comuns a todos. Nem nas Missões Jesuíticas isso ocorreu, como alguns gostam de dizer, pois era tudo pertencente ao Rei da Espanha!
Então, se você for chamado de comunista, pode ter certeza que está levando uma bronca!


sexta-feira, 23 de março de 2012

Adubação missioneira

Nos primórdios da organização jesuítica no território missioneiro (Rio Grande do Sul, Argentina e Paraguai) a vida era inóspita. Os religiosos enfrentaram muitas dificuldades, até as Missões atingirem seu efetivo apogeu.
Para obter sucesso, era preciso que cada redução fosse autossuficiente. Aproveitando a presença da erva-mate na região, os jesuítas decidiram produzi-la em larga escala, para impulsionar o desenvolvimento econômico. Mas com a interferência humana, a planta crescia de forma lenta...
Era preciso fazer alguma coisa para acelerar a produção. O gado existente estava espalhado pelas antigas vacarias, que haviam se transformado em estâncias, localizadas aonde hoje é o Uruguai, ou seja, muito longe das Missões. Periodicamente, algumas cabeças eram trazidas até as invernadas, pequenos currais perto de cada redução, para garantir a alimentação por um determinado tempo. Mas o estrume produzido por esses animais era insuficiente para a fertilização dos ervais.
Assim, os padres precisavam de uma outra técnica. Ao realizarem observações na natureza, perceberam que as sementes que passavam pelo tubo digestivo dos passarinhos germinavam com mais rapidez!
E então tiveram uma ideia!
Oferecer uma sopa de sementes de erva-mate aos indiozinhos de cada redução! Isso mesmo, os pequenos guarani fariam o trabalho dos pássaros e depois evacuavam nos ervais. E não é que a tática deu certo! Após passar pelo sistema digestivo humano, as sementes estavam prontas para germinar. E assim os ervais se espalharam pelas Missões, com a utilização de uma espécie de ADUBAÇÃO HUMANA!

terça-feira, 20 de março de 2012

O beijo: uma invenção dos senhores feudais


A aula sobre feudalismo está chata? Depois desse "causo", garanto que não ficará mais!

"A origem do beijo na boca está na Idade Média, mas esse ato não representava romantismo ou atração. Os senhores feudais costumavam beijar os lábios dos vassalos para selar contrato de trabalho."



Na alta Idade Média, período do apogeu feudal, as relações de lealdade e servidão prevaleciam, em uma sociedade caracterizada pelo ruralismo. Existiam os Suseranos, senhores com mais possem que doavam lotes de terras aos seus Vassalos, os quais deviam obediência e lealdade aos primeiros.
Como naquela época assinatura era uma coisa rara, até porque os senhores feudais mal sabiam escrever, os contratos eram selados através de um beijo na boca, igual aos selinhos (daí o nome) de hoje. Outros rituais também acompanhavam o processo, como o juramento de fidelidade diante da Bíblia. 
Depois de tanto selarem esses acordos, os senhores feudais chegavam aos seus castelos e aprimoravam a técnica com as esposas, ou talvez não, pois com as mulheres legítimas só era permitido a procriação, não podendo haver nenhum tipo de prazer. Mas haviam as criadas, as meretrizes, etc. Foi aí que surgiu o beijo de língua, dentro dos limites do feudo! E se espalhou pelo mundo!
Por isso, meninas e meninos, quando forem beijar aquela pessoa especial, lembrem-se que foi graças aos senhores feudais que esse momento mais íntimo é possível. 
Ainda bem que os tempos mudaram! E se vivêssemos naquela época, apesar da rotina árdua, o melhor seria ser servo, mesmo tendo que entregar metade da produção ao senhor feudal, trabalhar gratuitamente três dias da semana nas terras dele, pagar para usar o moinho...
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